quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Amor, nós batemos o carro...


Amor, nós batemos o nosso carro.

Amor...e tudo ficou bem, pois, você disse que ficaria. No último sábado eu fui meio teimosa, peguei a direção e fui em frente com excesso de confiança, que não deveria ter, claro. Quando vi, tudo já tinha acontecido. E você, o que fez? Ficou calma, resolveu tudo, do guincho até a água, para suprir o calor. Eu nem sei o que teria feito se tivesse que passar a tarde, ali, parada com aquele carro batido, sozinha. Se, claro, você não existisse na minha vida.

Amor, eu já te falei que tinha parado de acreditar nisso de construir a vida ao lado de alguém. Mas, mais do que nunca, no último sábado, voltei a entoar esse sonho. E obrigada por me fazer sentir isso novamente. Se tem uma pessoa "culpada" por essa minha retomada de fôlego na vida, no amor e no fator de que tudo "se ajeita", esse alguém é você. Amor, sábado você me disse que meu defeito é sempre ver demais o lado negativo das coisas e, sim, você está certa. Isso só me afasta de ser mais leve e feliz. Linda, desse jeito meio "torto" e emotivo demasiado, só tenho a dizer que ao seu lado tudo entra no devido lugar e toma os trilhos que devem tomar, no seu devido tempo, sem demagogia.

Já te contei uma série de vezes o quanto vivi tempos turbulentos antes da sua chegada e seria o maior clichê falar de tudo o que você já sabe. Por isso, vou ser cirúrgica: você está me mostrando que é fácil, se eu acreditar, que é mais simples que eu acredito, essa tal coisa chamada vida. Amor, nem estou mais falando de pessoas "erradas", mas de algo que sempre nutri na vida: uma personalidade "cascuda", sem muita reflexão sobre o quanto ela me afastava de momentos açucarados, me tornava caxias e CDF na tarefa de levar a vida tão a sério. Sei lá, você chegou aí, com esse jeito de que pra tudo se dá jeito, e foi me conquistando. Isso tudo pra dizer que, no sábado você me disse que isso já estava resolvido e estava mesmo, você não falou aquilo apenas para me consolar. Era mesmo verdade, que hoje se lastreou.

Não posso deixar de mencionar, então, o tamanho da minha vontade em tornar nossa caminhada mais leve, com ar mais tátil e simples de respirar. Nem consigo te descrever, amor, o quanto você está fazendo a minha cabeça por dias risonhos e me convencendo de que brigar com a minha mãe; trazer desentendimentos para qualquer relação; ter que "bater de frente" toda hora pelas coisas que eu acredito e preciso fazer os outros "engolirem", só cansa, machuca, intensifica, entristece e pune meu "eu".

Amor, a gente bateu o nosso carro...
...amor, nós nem lembraremos disso daqui a uns dois anos, mais ou menos quando os gêmeos (cachorros) virão (rs).

E eu te amo. Demais.
Agora vou dormir, já é uma da manhã.

Obs: acabei de organizar nossas fotos novas, que você imprimou pelo meu aniversário, no mural do meu quarto. E nem consigo parar de olhar para elas!

Beijos, da namorada eterna.


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